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Carta aberta a Afonso Dhlakama

por Machaca, Quinta-feira, 29.12.11

 

Exmo Sr. Afonso Dhlakama

 

 

Presidente da RENAMO

 

Com insistência escutamos os seus apelos para o recurso à
violência como forma de tomada do poder. Estes apelos evocam o retorno a um
tempo triste e sombrio por que a nossa nação passou.

Maputo, Sexta-Feira, 9 de Dezembro de 2011:: Notícias

Não fizemos ainda o luto desse tempo de guerra. Ainda
choramos os milhares de inocentes que foram assassinados, as escolas e os
hospitais que foram queimados, as ruínas e as cinzas onde deveria haver semente
e esperança. Nenhum de nós se recompôs totalmente desse pesadelo. Ninguém que
ame Moçambique e respeite o seu povo quererá reviver essa tragédia.  

Nos últimos anos, nós moçambicanos, fomos capazes de
produzir uma conquista valiosa e rara: a Paz. Essa conquista fez crescer, em
todo o mundo, o respeito por Moçambique. Como escritores sentimos orgulho de
fazer parte dessa heróica epopeia. Essa obra de reconciliação também lhe
pertence a si e à organização política que dirige.

A Paz e a Democracia em Moçambique não andam à procura de
filiação paterna. Nenhuma pessoa, nenhuma força política se pode intitular pai
ou proprietária dessas conquistas que apenas pertencem ao povo que superou o
passado e se fez construtor do presente.

O senhor Presidente da RENAMO poderia ficar na história
de Moçambique como alguém que ajudou a consolidar o processo de pacificação e o
reencontro dos moçambicanos consigo mesmos. As suas declarações, contudo,
deitam a perder essa possibilidade. Nenhum dirigente político se pode orgulhar
de usar o medo como forma de fazer valer as suas intenções.

A nação moçambicana não pode ficar refém do retorno à
violência. Os moçambicanos sabem que serão eles (e não os políticos que
encomendam os conflitos) as maiores vítimas da violência.

Os nossos compatriotas anseiam demasiado o futuro para
tropeçarem no medo do passado. Os moçambicanos esperam dos dirigentes políticos
que façam política. E que façam política para servir o povo e não para se
servirem dele, usando-o como carne para canhão. Os moçambicanos, de todas as
cores políticas, estão unidos numa única certeza: a guerra, nunca
mais.       

 

Mia Couto, Paulina Chiziane e Ungulane Ba ka Khosa

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por Machaca às 19:44



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